Você conhece o Programa Nacional do Livro Didático?

O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) é uma política pública criada pelo Ministério da Educação (MEC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), após o fim da Ditadura Militar no Brasil. Essas instituições são responsáveis por avaliar, comprar e distribuir livros e materiais didáticos para professores e alunos das escolas públicas do país, de maneira gratuita e universal, atendendo desde a Educação Infantil até Ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). O principal objetivo do programa é contribuir com a educação e o incentivo à leitura.

Anualmente, os órgãos responsáveis publicam um edital para que as editoras interessadas se inscrevam e participem do processo seletivo. Neste documento contém regras e critérios para criação e produção, que as editoras participantes precisam seguir rigorosamente.

Após o exame de cada uma das obras e materiais, é publicado o Guia do Livro, onde contém as obras e materiais aprovados. Em seguida, o governo compra a quantia necessária para atender aos alunos da rede pública. Como é um programa já consolidado e de excelência, a rede privada costuma aderir aos livros selecionados pelo edital, indicando a compra dos títulos nas livrarias ou diretamente nos colégios. A cada ano um nível escolar é atendido. Em 2019, foi o Ensino Fundamental I; em 2020, Ensino Fundamental II; em 2021, Ensino Médio e, em 2022, Educação infantil. Esse ciclo se repete a cada quatro anos.

Para as editoras, as compras governamentais correspondem a uma quantia expressiva. Segundo dados da SNEL de 2018, elas representam 37% do faturamento total do mercado editorial. A Tordesilhas Livros já publicou livros que foram selecionados pelo PNLD. Confira:

O pior dia de todos é um romance terno e perturbador, uma ficção criada a partir de um dia trágico, que realmente aconteceu – o Massacre de Realengo, como ficou conhecido o atentado a uma escola do subúrbio do Rio, em que um ex-aluno matou 12 estudantes, a maioria meninas, em abril de 2011. Não é um livro sobre o massacre, mas sobre a amizade. Escrito pela jornalista Daniela Kopsch que cobriu o episódio, O pior dia de todos é uma narrativa comovente e original sobre a difícil experiência de crescer menina no Brasil, especialmente quando são poucos os recursos, e a imprevisibilidade da vida nos atropela.

De volta à caixa de desejos a protagonista está prestes a completar 18 anos, Marília está no meio de um terremoto. Seus pais não param de brigar e parecem se encaminhar rapidamente para a separação. Como se isso não bastasse, sua própria vida emocional não anda lá muito tranquila. Às voltas com um namorado ciumento com quem não tem coragem de romper, ela vê nascer uma irresistível atração por outro garoto do colégio, enquanto enfrenta um estranhamento com a melhor amiga. Diante de tantos conflitos, só lhe resta apelar para a caixa de desejos que vó Laurinda lhe deixou antes de morrer e que sempre a ajuda a encontrar novos caminhos. Com um texto inventivo e saboroso, a escritora Ana Cristina Melo constrói com sensibilidade uma história envolvente de jovens reais e de sua passagem para a vida adulta, jovens que lutam para descobrir seu lugar no mundo: seus amores, suas paixões, sua vocação.