Ricardo Stuckert homenageia povos originários em livro de fotografia

Foi em 1943 que Getúlio Vargas, por meio de um decreto, adotou o dia 19 de abril como o “Dia do Índio”. A criação da data surgiu como resultado dos debates que aconteceram no Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, em 1940, no México.

Hoje, há um consenso que o termo “índio” reforça estereótipos sobre os indígenas e reproduz racismo, já que a palavra não agrega a diversidade dos mais de 300 povos originários brasileiros, além de romantizar e inviabilizar a figura indígena. Assim, a data passou a se chamar “Dia dos Povos Originários”.

Além de se organizarem para estabelecer politicamente a trajetória de resistência dos povos originários desde a colonização na história nacional e denunciar as violações sofridas diariamente, nesta data, os indígenas celebram a cultura e a diversidade dos povos.

Com olhar sensível e habilidade técnica adquirida ao longo dos mais de trinta anos de carreira, na obra Povos originários: guerreiros do tempo, o fotógrafo Ricardo Stuckert retrata a pluralidade da cultura indígena, além de ressaltar a importância destes povos como guardiões da floresta.

O livro foi dividido em capítulos dedicados às dez etnias escolhidas para serem retratadas pelo fotógrafo. Em edição bilíngue e capa dura, a obra reúne textos escritos por antropólogos, sociólogos e integrantes das próprias comunidades.

Mais do que retratar as tradições e costumes dos grupos indígenas, sob as lentes precisas de Stuckert, Povos originários: guerreiros do tempo destaca a beleza e a alma daqueles que estão na linha de frente da luta pela preservação dos nossos recursos naturais.