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12/07/2016 - Entrevista com Jorge Reis-S no Ambrosia

Confira a entrevista que o autor de A definio do amor fez para a revista colaborativa Ambrosia:

http://ambrosia.com.br/literatura/tres-perguntas-para-o-autor-portugues-jorge-reis-%C2%ADsa/

Jorge Reis-S nasceu em Vila Nova de Farmalio uma pequena cidade no norte de Portugal, em 1977. Entre 1999 e 2009 fundou e dirigiu a Quasi Edies, e foi diretor editorial da Babel entre 2010 e 2013.

Sua extensa obra de poesia est reunida no volume Instituto de Antropologia Todos os poemas (Glaciar, 2013), nos livros de contos Por ser preciso (2004) e Terra (Sextante, 2007) e nos romances publicados Todos os dias (Record, 2007) Dom (Record, 2009).

ENTREVISTA COM JORGE REIS-S

A.: O romance em forma de dirio onde a esposa de Francisco em morte cerebral, mas ligada aos aparelhos para a manter a gravidez at o nascimento da filha Matilde tem uma carga emocional muito forte na leitura do romance. Como pensou este liame para o romance e porqu?

Reis-S: Quis definir o amor juntando aquilo que me parece o mais prximo: a morte. A perda o fio que une um e outro. E nesse caso um dirio de uma morte anunciada somada a um nascimento pareceu-me o melhor. O paradoxo total da morte e da vida, do amor levado ao limite da loucura.

A.: A formar de voc narrar traz uma beleza e tanto ao romance. Ela de certa forma constitui o texto como uma semntica de poeticidade onde a dor e ausncia do amado traz no peso ao texto mas sim uma “leveza” ao ler a narrativa. Voc acredita que a maneira de narrar possa processar at o prprio jeito de sentir do leitor ao ler o livro?

Reis-S: Sim, sem dvida. O tema j forte pelo que gosto que a escrita seja leve de to potica. Escrevo desta maneira para tentar levar o leitor onde quero: uma lagrima pequena na histria mais dura. No quero assoberbar o leitor com dureza. Antes com simplicidade.

A. Esta harmonia na relao do amor entre os personagens no quebrada pela morte de Suzana. Ela constituinte na elaborao do luto de Francisco. H formas de se elaborar a perda do jeito com o amor se processa no outro durante a alteridade que temos com o parceira(o) amada(o)?

Reis-S: Acho que sim. O amor s existe em relao a algo. Mesmo quando em relao a ns, nesse contexto ns somos o objeto que ama mas tambm o amado – mas outro. E a perda explica bem como o amor forte. Talvez seja s ela que o explica bem.

Jorge Reis-S lanou recentemente “A definio do amor” pela Editora Tordesilhas.

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