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24 de Julho de 2017. Bem-vindo!
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As altas montanhas de Portugal
Yann Martel
14 x 21 cm
312
Mais de quinze anos depois do lanamento de As aventuras de Pi, Yann Martel retoma sua linguagem que mistura humor e tragdia e seu inegvel talento em conectar a narrao de histria com a f para nos levar em uma nova jornada. As altas montanhas de Portugal apresenta trs histrias, separadas por dcadas no tempo, conectadas pela dor do luto de seus personagens, em uma metfora que ilustra a trajetria de uma vida humana e sua constante busca por um sentido para a existncia.
Trs jornadas, trs coraes partidos e uma pergunta: o que uma vida sem histrias? As altas montanhas de Portugal composto por trs novelas que parecem independentes, mas que se revelam interligadas de maneira surpreendente. A primeira, entitulada “Sem lar”, se passa em Lisboa, em 1904, e conta a histria de Toms, o jovem assistente do curador do Museu Nacional de Arte Antiga, que est aprendendo a viver sombra de imensa tragdia familiar. Para conseguir lidar com o luto da perda de sua mulher, seu filho e seu pai, Toms se dedica a estudar com afinco o dirio de Padre Ulisses, que viveu no sculo XVII. Nele descobre a existncia de relquia, um crucifixo esculpido pelo padre que revela algo que pode abalar a Igreja catlica, objeto teoricamente escondido na regio das Altas Montanhas de Portugal. Toms ento pede ajuda ao afortunado tio, que lhe empresta um carro, veculo incomum naquela poca, para se lanar na aventura de atravessar o pas em busca do crucifixo – e tambm de um novo sentido para sua vida. A segunda parte do romance, “Para casa”, se passa na cidade portuguesa de Bragana, tambm localizada nas Altas Montanhas, e se concentra em Eusbio Lozora, mdico patologista que faz planto no hospital da cidade na passagem do ano de 1938 para 1939. Por volta da meia-noite ele recebe inesperadamente a visita da mulher, Maria, uma teloga diletante que, como o marido, tambm f da escritora Agatha Christie. Ela o presenteia com o novo livro da autora e vai embora. Logo em seguida, outra mulher, tambm chamada Maria, mas idosa, aparentando ter por volta de 80 anos, aparece inesperadamente no laboratrio carregando uma mala. Ela lhe conta sobre sua vida com o marido, Rafael, e sobre o luto que o casal viveu com a morte de seu nico filho, quando o menino tinha 5 anos. E faz um pedido inusitado a Eusbio: retira o corpo de Rafael da mala e pede que o patologista faa uma autpsia para descobrir o que mais marcou a vida do marido – para descobrir qual foi a causa de sua vida. Na terceira parte, “Em casa”, que se passa na dcada de 1980, o personagem central o senador canadense Peter Tovy. Aps a morte da mulher e a ruptura com o filho, Peter sente necessidade de mudar de vida. Em uma viagem oficial aos Estados Unidos, Peter visita um centro de estudos de primatas e se encanta com um tranquilo chimpanz, Odo. Peter decide compr-lo e viver com o animal, na aldeia portuguesa em que nasceu, a vida simples que sempre desejou.
As artimanhas do Napoleo e outras batalhas cotidianas
Antonio Cestaro
13 x 20
100
Neste conjunto de crnicas que formam uma novela se lidas em sequncia, a singela vida de um porquinho-da-ndia pretexto para divagaes a respeito da existncia humana, da natureza e da metrpole.
Personagem de duas crnias de Uma porta para um quarto escuro, primeiro livro de Antonio Cestaro, Napoleo, um porquinho-da-ndia traquinas e vivaz, grande apreciador da generosidade das pessoas, despertou tanto interesse nos leitores que acabou se tornando o protagonista involuntrio da segunda obra do autor. Napoleo vegetariano e est namorando. Inteligente, aprendeu a se comportar em salas de concerto e foi sondado para participar de um desenho animado com grande campanha de mdia. Vive com o dono e a famlia do dono numa casa frequentada todos os dias pela Vnia, que os ajuda nos servios domsticos. Eventualmente, visita o doutor Gildo, mdico especializado em animais de grande porte que o atende em nome de uma amizade antiga. E frequenta tambm a dona Yolanda, vizinha da famlia e proprietria do Arquibaldo, um felino no muito confivel. Com esses personagens, situaes banais do cotidiano e um olhar subjetivo, Antonio Cestaro constri um conjunto de crnicas que discorrem sobre a condio humana e a relao das pessoas entre si, com a natureza e com a metrpole. Assim, em “P direito”, a compra de um tnis que servir de cama para o Napoleo o pretexto para uma discusso sobre ciclismo e paisagem urbana, industrializao e mo de obra infantil na China. J a tocante “O que dizer?” fala de “literatura e das emoes humanas que as palavras no do conta de descrever”. Msica, natureza, alegria, tristeza, poesia, concreto, psicanlise, fantasmas e os laos de amor e amizade so os temas com os quais o autor tece uma narrativa leve e cheia de sentimento, cujo fio condutor um porquinho-da-ndia octogenrio, criao do grande poeta Manuel Bandeira, que Antonio Cestaro faz ressurgir em uma realidade ficcional que “aproveita os sonhos para anular os limites do tempo, da matria e da lgica”.
As aventuras do Capito Pirata da Barba Verde
Claudia Neufeld
20 x 20
68
O destemido Capito Pirata da Barba Verde recruta novos marujos para acompanh-lo em suas aventuras pelo mar. Mas a situao se complica quando a tripulao encontra a cadelinha Sally, que a todos conquista. O capito no permite cachorros a bordo e fica furioso quando descobre Sally no navio. Agora os marujos precisam arranjar um jeito de convenc-lo a aceitar a cadelinha enquanto a caada ao tesouro traz uma reviravolta que o surpreender.
Conhecido por sua bravura, o temido Capito Pirata da Barba Verde recruta marujos para sua prxima caada ao tesouro. Assim que tripulao fica completa, zarpa alto-mar, pronta para o que vier pela frente. As aventuras comeam aps alguns dias de trabalho, quando os marujos descobrem no navio uma adorvel cadelinha qual do o nome de Sally. Como gostam muito dela, tentam proteg-la, escondendo-a, pois o capito no permite cachorros a bordo. Mas, apesar dos esforos da turma, a cachorrinha late mais alto...e l se foi seu esconderijo. Furioso, o capito briga com toda a tripulao e ordena que se livrem de Sally. Mas claro que os outros piratas ficam muito tristes – afinal, difcil resistir a uma companheirinha to animada. Alm disso, eles no podem simplesmente jog-la no mar!Enquanto os marujos pensam em uma maneira de continuar com a cadelinha, eis que uma reviravolta acontece. Outro navio se aproxima e o capito d as ordens: atacar e saquear tesouros. No podemos estragar o fim da histria, mas a verdade que Sally se mostrar uma tima pirata, para surpresa de todos –inclusive do Capito Pirata da Barba Verde! Alm da aventura, esta histria traz o poder da amizadee a importncia de ver as coisas com outros olhos, pois muitas vezes acabamos nos surpreendendo positivamente a respeito de algo de que no gostvamos.Tudo isso com o apoio de ilustraes vibrantes, numa edio bilngue ingls-portugus, num formato muito original – abrindo o livro de um lado, est a verso em portugus; e do outro, a verso em ingls.
As Invernas
Cristina Snchez-Andrade
14 x 21cm
280
Dolores e Saladina, irms apelidadas “As Invernas”, voltam sua aldeia galega depois de um penoso exlio na Inglaterra, trazendo consigo lembranas que todos ali queriam esquecer. Uma linda, outra feia e desdentada, vivem uma relao tpica de irms. De seu cotidiano comum, entremeado de flashbacks, vai se descobrindo os segredos macabros e grotescos que permeiam Tierra de Ch. do paradoxo do estranho e cotidiano, do cmico e dramtico e do terno e perverso que se descobre a riqueza deste romance, seguindo pegadas de narradores cuja obra nunca acabamos de decifrar, porque, ao revelar um sentido, abre outros, e sobretudo abre a vida, sempre vertiginosa e desproporcionada.
As irms Saladina e Dolores so enviadas pelo av (dom Reinaldo) para fora do pas quando ele se v perseguido pelas foras nacionalistas (do general Franco) no incio da Guerra Civil Espanhola (1936). Espcie de sbio da aldeia, pode-se dizer que era comunista. Interessado em cincia, comprou o crebro de todos os habitantes da aldeia para estud-los depois da morte deles. Para isso fez um contrato e pagou todo mundo. Como era tido por bolchevique, estava no radar das autoridades. Com a escassez de alimentos provocada pelo conflito, dom Reinaldo resolveu organizar a partilha dos vveres (tirando principalmente do padre e dando aos outros) e o plantio da terra. O padre, que era um gluto, comeou a ficar nervoso com aquilo. Com o avano da guerra, a aldeia era cada vez mais controlada pelas tropas nacionalistas. Dom Reinaldo se esconde. Enquanto isso, as irms, achando que iam para Cuba, acabaram na Inglaterra. L fizeram a sua vida. Voltaram anos depois para a Espanha e foram morar na cidade de La Corua. Mais tarde Dolores se casa com Toms, um pescador de polvos e fanecas da cidade de Santa Eugenia de Ribeira. Dolores era linda. Saladina era feia e desdentada. A relao entre as duas aquela tpica das irms: amor, inveja, raiva, mais amor. Saladina nunca teve um namorado. As duas adoravam o cinema e sonhavam em ser atrizes, embora fossem costureiras. Mas Dolores se casou com um bronco. Um dia, cansada daquela vida, fez as malas e disse que ia visitar a irm. O marido disse que se ela no voltasse em um ms iria busc-la. Junto com Saladina, Dolores acaba matando o marido. As duas decidem ento voltar aldeia natal carregando o defunto e o enterram no estbulo da velha casa da famlia. Junto com elas veio tambm a vaca Greta. A chegada das duas cidade traz de volta lembranas que todos ali queriam esquecer. A escritora tem um tom pessoal inconfundvel: a obra apresenta a mescla entre a tradio oral galega – as histrias contadas ao p do fogo – e a fluida construo dos diferentes crculos narrativos. Estes vo se misturando docemente e envolvendo o leitor at que ele se torne prximo das figuras criadas. tambm da difcil simbiose do potico e do narrativo que resulta o tom final da obra, sempre o mais difcil de enquadrar em uma fria definio, e por sua vez o mais definidor de um escritor de raa – e Cristina Snchez-Andrade o . Trata-se de uma histria que engloba o cmico e o dramtico, o estranho e o cotidiano, o terno e o perverso. Nesses paradoxos se descobre a indiscutvel riqueza do romance que se singulariza na combinao prodigiosa e equilibrada de nveis to variados. Nesse sentido, a escritora segue as pegadas desses narradores cuja obra nunca acabamos de decifrar, porque, ao revelar um sentido, abrem outros, e sobretudo abrem a vida, sempre vertiginosa e desproporcionada.
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