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01 de Abril de 2015. Bem-vindo!
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A condessa sangrenta
Alejandra Pizarnik
18 x 26,5 cm
60
Em 1611 a condessa húngara Erzsébet Báthory foi condenada pelo assassinato de seiscentas e cinquenta jovens mulheres. Marcada pela perversão e pela demência, a Dama de Csejthe passou para a história como um símbolo do mal absoluto. Em seus crimes se vislumbram os limites extremos do horror. Com A Condessa sangrenta, Alejandra Pizarnik alcançou um dos ápices de sua literatura, elaborando um retrato perturbador do sadismo e da loucura. Santiago Caruso soube recriar, com suas magníficas ilustrações, não só os detalhes da história, mas também os atrozes sentimentos que a governam.  
A fome
Rodolfo Teófilo
14 x 21 cm
380
Um clássico do naturalismo brasileiro, publicado originalmente em 1890, é agora retomado pelo selo Tordesilhas mais de 30 anos após sua última edição (José Olympio, 1979). Valendo-se da ideologia cientificista da época, a narrativa descreve as angústias da mais longa seca nordestina de que se tem notícia, a de 1877-79, responsável pelo desaparecimento de 4% da população da região, particularmente do Ceará (a então província mais atingida), e pela miséria de milhares de outras pessoas. O romance acompanha a vida de retirantes reduzidos a condições animalescas, chegando ao extremo da autofagia para aplacar a fome. Considerado, por um lado, a pedra fundamental para a geração regionalista dos anos 1930, principalmente para Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos e José Lins do Rego, por outro lado, o romance foi revestido pela faceta de “maldito”, especialmente por levar a técnica naturalista ao extremo em descrições cruas e detalhadas de miséria e degradação humana. Em resposta aos detratores, o autor costumava apontar matérias de jornais que o teriam inspirado a criar as violentas cenas de sua obra. Ao lado do livro homônimo do norueguês (e Nobel) Knut Hamsun, publicado no mesmo ano, A fome de Rodolfo Teófilo é apontado pelos registros da literatura universal como primeiro romance a tematizar o assunto que lhe dá título. O volume foi organizado por Waldemar Rodrigues Pereira Filho, doutorando em teoria literária na Unicamp e estudioso do romance, e posfaciado por Lira Neto, autor da única biografia do romancista cearense. A presente edição traz ainda detalhada cronologia e bibliografia de e sobre Rodolfo Teófilo.  
A maldição de Domarö
John Ajvide Lindqvist
16 x 23
496
Um jovem casal leva sua filha, uma criança chamada Maja, para um passeio no farol do arquipélago sueco Domarö, onde passaram parte importante de sua vida. Contudo, o momento de comunhão transforma-se em um pesadelo quando a criança desaparece misteriosamente. A narrativa, então, toma um salto de dois anos, tempo suficiente para uma mudança drástica na vida do outrora feliz casal. Separado de Cecilia, Anders é agora um homem entregue à bebida e à apatia. Desolado, retorna à ilha e logo começa a investigar o que de fato aconteceu à filha, descobrindo antecedentes de acontecimentos estranhos no lugar. O elo comum parece ser o mar, cuja aparente calmaria guarda, sob suas profundezas, forças desconhecidas. Anders busca uma explicação, um sentido para a perda que, se por um lado não lhe parece absolutamente irremediável, por outro não lhe apresenta chances claras de reversibilidade. Resta-lhe tatear, por vezes cegamente, à procura de um resquício de Maja, um sinal de que a manifestação de sua presença seja tão possível quanto ele deseja.O desespero de Anders é traduzido num movimento pendular, em que se alternam a ação destemperada e uma espécie de torpor embriagado. O frio sueco ajuda a compor o cenário de medo e desespero, na medida em que o clima gélido só faz aumentaro terror paralisante a que está submetido Anders, que treme ora por frio, ora por pavor. Na ilha, Anders conta com o apoio de sua avó, Anna-Greta, e o companheiro desta, Simon, que apesar de ter abandonado a carreira de longa data na mágica traz consigo um truque que não consta em nenhuma cartilha. Em A maldição de Domarö, o autor John AjvideLindqvist expõe personagens marcados pelo peso dilacerante da culpa e de segredos há tempos guardados sob o jugo do medo e numa tentativa de proteção. Há, também, aqueles que lidam com fatos por demais dolorosos para serem admitidos. A narração é entrecortada por pensamentos de personagens fundamentais à trama, artifício literário que deixa o leitor à parte da disposição psicológica daqueles, criando um efeito de “em primeira mão”. O leitor, assim, enreda-se na atmosfera de medo e mistério que confere à obra vigor consistente. O amplo uso de flashbacks – desenvolvidos com o mesmo primor que a narração do tempo atual – dá consistência ao temperamento dos personagens, assomando verossimilhança. O leitor consegue entender com mais profundidade a formação de caráter e personalidade das personagens, e em que medida os acontecimentos passados as transformaram. Na galeria de personagens marcantes, destacam-se ainda dois amigos com diálogos inspirados em músicas da banda de rock The Smiths, celebrada na década de 1980 por seu existencialismo melancólico e sua cansada rebeldia; a ex-queridinha da turma, que maltrata o rosto e o corpo com procedimentos cirúrgicos que a enfeiam propositadamente; e a assistente de mágico cujo vício em drogas coloca outras vidas sob ameaça. Se em Deixa ela entrar(2012) e em Mortos entre vivos (Tordesilhas, 2012)Lindqvistusou, respectivamente, vampiros e zumbis, agora é a vez de presenças fantasmagóricas ocuparem as páginas de seu livro. Com estilo inteligente e ritmo aguçado, o autor mostra mais uma vez, emA maldição de Domarö, seu talento em construir com estilo próprio uma atmosfera aterrorizante, que reflete idealmente os humores de seus personagens.
A manta: uma história em quadrinhos (de tecido)
Isabel Minhós Martins
20,1x22,6cm
26
Uma criança narra como uma manta feita de retalhos evoca lembranças e guarda a história de sua família. Cada quadrinho de tecido desata recordações que a avó contadora de histórias vai emendando em narrativas sem fim. Assim a criança começa a entender seu lugar no mundo e na família, tornando-se, ela mesma, um novo pedaço da manta. Ilustrações divertidas e detalhistas complementam a história e estimulam o pensamento dos pequenos leitores.
ATENDIMENTO
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