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24 de Agosto de 2016. Bem-vindo!
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A condessa sangrenta
Alejandra Pizarnik
18 x 26,5 cm
60
Novela de terror inspirada na vida da condessa hngara Erzbet Bthory, condenada pelo assassinato de 650 jovens mulheres com requintes de crueldade. Vrios dos tormentos aos quais as jovens foram submetidas so descritos no livro. Primeira obra da autora publicada no Brasil. Posfcio de Joo Silvrio Trevisan (autor de Devassos no paraso).
Em 1611 a condessa hngara Erzsbet Bthory foi condenada pelo assassinato de seiscentas e cinquenta jovens mulheres. Marcada pela perverso e pela demncia, a Dama de Csejthe passou para a histria como um smbolo do mal absoluto. Em seus crimes se vislumbram os limites extremos do horror. Com A Condessa sangrenta, Alejandra Pizarnik alcanou um dos pices de sua literatura, elaborando um retrato perturbador do sadismo e da loucura. Santiago Caruso soube recriar, com suas magnficas ilustraes, no s os detalhes da histria, mas tambm os atrozes sentimentos que a governam.
A definio do amor
Jorge Reis-S
14 x 21 cm
256
Numa pequena cidade portuguesa, Susana sofre um AVC. Os mdicos decretam sua morte cerebral ao mesmo tempo que anunciam sua gravidez de doze semanas – causa provvel do acidente vascular. Francisco, o marido, comea ento o dirio do seu luto, que vai de maio a outubro, porque decidem no interromper a gestao. Francisco falar ento do que viver a morte anunciada, com todas as circunstncias que o levaram at ali e que diariamente tem de enfrentar. Entre cada um dos meses, uma vspera se anuncia. Cada uma delas composta por uma carta, cujo conjunto percorre trinta anos da vida de pessoas ligadas intimamente ao casal e vai explicar muito do que agora se passa.
Jovem autor e editor, considerado uma das figuras de destaque na nova gerao de escritores portugueses, pea-chave no recm-aquecido interesse de Portugal pela literatura brasileira, Jorge Reis-S j viveu vrias vidas antes mesmo de completar 40 anos: a do editor idealista que comea um negcio na casa da av, na pequena cidade onde nasceu; a do poeta que escreve “na torrente da memria”; a do jornalista que vai atrs do Papa Francisco na Terra Santa; a do editor daquela que ser provavelmente a mais importante antologia da literatura brasileira publicada em Portugal, lanada no ano passado pela Editora Glaciar em parceria com a Academia Brasileira de Letras. Em A definio do amor, Reis-S retorna ao romance, revisitando o universo de trabalhos anteriores. Um mundo em quese pode tocar os mortos, porque afinal no h mistrio, e preciso continuar, preparar a vida seguinte. Numa pequena cidade portuguesa, Susana sofre um AVC. Os mdicos atestam sua morte cerebral ao mesmo tempo que anunciam sua gravidez de doze semanas – gravidez que o marido desconhecia e causa provvel do acidente vascular. Francisco, o marido, comea ento o dirio do seu luto, que vai de maio a outubro, porque decidem no interromper a gestao. Enquanto Matilde cresce no ventre da me inerte, Francisco recorda os anos (poucos) de casado; a chegada do primeiro filho, Andr, apenas 10 meses antes; a infncia. Recorda os pequenos e os grandes gestos que fizeram seu casamento e a sua existncia. E tenta imaginar como ser a vida depois da morte. Entre cada um dos meses desse dirio uma vspera se anuncia,cada uma delas composta por uma carta, cujo conjunto percorre mais de trinta anos da vida de pessoas ligadas intimamente ao casal e vai explicar muito do que agora se passa: o suplcio de Beatriz, tia de Susana, que troca o filho que trazia no ventre pelo casamento na Igreja com um homem que ao final a matar; o tormento de Paulo, o marido assassino e apaixonado que viveu tambm um amor proibido com a tia Conceio; o irmo desta, Joaquim, padre e pedfilo que d cabo da prpria vida. “Que culpa temos ns do amor que sentimos?” pergunta-se Rita a certa altura, ela mesma apaixonada pela amiga Susana. Numa linguagem suscinta, numa prosa por vezes indistinta da poesia tal a sua carga lrica, Jorge Reis-S faz uma viagem lcida e resignada ao interior de um homem que, de certa maneira, despede-se de si mesmo. No poderia ser mais apropriada, portanto, a epgrafe que encerra o livro:“Vou para casa esquecer que parti”.
A fome
Rodolfo Tefilo
14 x 21 cm
380
H dcadas fora de catlogo, originalmente publicado em 1890, um dos primeiros romances do mundo a ter a fome como protagonista. Ambientado na grande seca cearense de 1877-1879, tambm precursor da literatura regionalista brasileira. Posfcio de Lira Neto (autor de Padre Ccero – Poder, f e guerra no serto).
Um clssico do naturalismo brasileiro, publicado originalmente em 1890, agora retomado pelo selo Tordesilhas mais de 30 anos aps sua ltima edio (Jos Olympio, 1979). Valendo-se da ideologia cientificista da poca, a narrativa descreve as angstias da mais longa seca nordestina de que se tem notcia, a de 1877-79, responsvel pelo desaparecimento de 4% da populao da regio, particularmente do Cear (a ento provncia mais atingida), e pela misria de milhares de outras pessoas. O romance acompanha a vida de retirantes reduzidos a condies animalescas, chegando ao extremo da autofagia para aplacar a fome. Considerado, por um lado, a pedra fundamental para a gerao regionalista dos anos 1930, principalmente para Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos e Jos Lins do Rego, por outro lado, o romance foi revestido pela faceta de “maldito”, especialmente por levar a tcnica naturalista ao extremo em descries cruas e detalhadas de misria e degradao humana. Em resposta aos detratores, o autor costumava apontar matrias de jornais que o teriam inspirado a criar as violentas cenas de sua obra. Ao lado do livro homnimo do noruegus (e Nobel) Knut Hamsun, publicado no mesmo ano, A fome de Rodolfo Tefilo apontado pelos registros da literatura universal como primeiro romance a tematizar o assunto que lhe d ttulo. O volume foi organizado por Waldemar Rodrigues Pereira Filho, doutorando em teoria literria na Unicamp e estudioso do romance, e posfaciado por Lira Neto, autor da nica biografia do romancista cearense. A presente edio traz ainda detalhada cronologia e bibliografia de e sobre Rodolfo Tefilo.
A maldio de Domar
John Ajvide Lindqvist
16 x 23
496
Com estilo inteligente e ritmo aguado, o autor John AjvideLindqvistmostra mais uma vez, emA maldio de Domar, seu talento em construir com estilo prprio uma atmosfera aterrorizante.Se em Deixa ela entrar(2012) e em Mortos entre vivos (Tordesilhas, 2012)Lindqvistusou, respectivamente, vampiros e zumbis, agora a vez de presenas fantasmagricas ocuparem as pginas de seu livro. Aps o trgico e misterioso desaparecimento da filha, a vida de Anders entra em declnio. Dois anos depois, alcolatra e abandonado pela mulher, ele resolve voltar ao lugar onde sofrera to terrvel perda: o arquiplago sueco Domar. Tentando encontrar uma maneira de lidar com sua dor e entender o que de fato aconteceu, Anders entra num espiral psicolgico, em que as memrias indelveis de sua famlia se misturam s experincias reais e assus
Um jovem casal leva sua filha, uma criana chamada Maja, para um passeio no farol do arquiplago sueco Domar, onde passaram parte importante de sua vida. Contudo, o momento de comunho transforma-se em um pesadelo quando a criana desaparece misteriosamente. A narrativa, ento, toma um salto de dois anos, tempo suficiente para uma mudana drstica na vida do outrora feliz casal. Separado de Cecilia, Anders agora um homem entregue bebida e apatia. Desolado, retorna ilha e logo comea a investigar o que de fato aconteceu filha, descobrindo antecedentes de acontecimentos estranhos no lugar. O elo comum parece ser o mar, cuja aparente calmaria guarda, sob suas profundezas, foras desconhecidas. Anders busca uma explicao, um sentido para a perda que, se por um lado no lhe parece absolutamente irremedivel, por outro no lhe apresenta chances claras de reversibilidade. Resta-lhe tatear, por vezes cegamente, procura de um resqucio de Maja, um sinal de que a manifestao de sua presena seja to possvel quanto ele deseja.O desespero de Anders traduzido num movimento pendular, em que se alternam a ao destemperada e uma espcie de torpor embriagado. O frio sueco ajuda a compor o cenrio de medo e desespero, na medida em que o clima glido s faz aumentaro terror paralisante a que est submetido Anders, que treme ora por frio, ora por pavor. Na ilha, Anders conta com o apoio de sua av, Anna-Greta, e o companheiro desta, Simon, que apesar de ter abandonado a carreira de longa data na mgica traz consigo um truque que no consta em nenhuma cartilha. Em A maldio de Domar, o autor John AjvideLindqvist expe personagens marcados pelo peso dilacerante da culpa e de segredos h tempos guardados sob o jugo do medo e numa tentativa de proteo. H, tambm, aqueles que lidam com fatos por demais dolorosos para serem admitidos. A narrao entrecortada por pensamentos de personagens fundamentais trama, artifcio literrio que deixa o leitor parte da disposio psicolgica daqueles, criando um efeito de “em primeira mo”. O leitor, assim, enreda-se na atmosfera de medo e mistrio que confere obra vigor consistente. O amplo uso de flashbacks – desenvolvidos com o mesmo primor que a narrao do tempo atual – d consistncia ao temperamento dos personagens, assomando verossimilhana. O leitor consegue entender com mais profundidade a formao de carter e personalidade das personagens, e em que medida os acontecimentos passados as transformaram. Na galeria de personagens marcantes, destacam-se ainda dois amigos com dilogos inspirados em msicas da banda de rock The Smiths, celebrada na dcada de 1980 por seu existencialismo melanclico e sua cansada rebeldia; a ex-queridinha da turma, que maltrata o rosto e o corpo com procedimentos cirrgicos que a enfeiam propositadamente; e a assistente de mgico cujo vcio em drogas coloca outras vidas sob ameaa. Se em Deixa ela entrar(2012) e em Mortos entre vivos (Tordesilhas, 2012)Lindqvistusou, respectivamente, vampiros e zumbis, agora a vez de presenas fantasmagricas ocuparem as pginas de seu livro. Com estilo inteligente e ritmo aguado, o autor mostra mais uma vez, emA maldio de Domar, seu talento em construir com estilo prprio uma atmosfera aterrorizante, que reflete idealmente os humores de seus personagens.
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