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19 de Janeiro de 2018. Bem-vindo!
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O pntano das borboletas
Federico Axat
16 x 23 cm
416
Sam e Billy tm 12 anos e moram na pequena Carnival Falls. Amigos inseparveis, eles percorrem o bosque de bicicleta e preparam-se para terminar a construo da sonhada casa na rvore. Compartilham tudo, inclusive a paixo por Miranda, a menina rica que acaba de se mudar para a cidade. Juntos, os trs vivem as descobertas e as transformaes tpicas da idade e desvendam o mistrio que assombra a vida de Sam: o paradeiro de sua me. Com esses ingredientes e doses generosas de lirismo, Federico Axat escreveu uma histria admirvel sobre a delicada passagem da infncia para a adolescncia – e desta para a vida adulta.
O argentino Federico Axat um desses casos no muito comuns de sucesso de crtica e pblico. Os crticos veem nele um escritor com perfeito domnio das palavras, que bebe na fonte de mestres como Mark Twain e Rudyard Kipling. J os leitores no se cansam de louvar sua capacidade de contar histrias envolventes e deix-los perplexos com as reviravoltas de seus enredos. No diferente em O pntano das borboletas, primeiro romance do autor publicado no Brasil. O livro gira em torno de um trio carismtico de amigos: os inseparveis Sam Jackson, Billy Pompeo e a novata Miranda Matheson. Narrada por Sam, a histria se desenrola em dois tempos: 1985, quando os protagonistas tm 12 anos de idade e vivem um vero inesquecvel, o ltimo de sua infncia; e 2010, quando j esto quase chegando aos 40. Nas tocantes pginas de abertura, ficamos sabendo que Sam perdeu a me ainda beb, em um acidente de carro, e que o corpo dela jamais foi encontrado. A criana ento acolhida pelos Carroll, em cuja casa cresce em companhia de outros rfos. A vida na pequena Carnival Falls descrita com saborosa riqueza de detalhes: os pequenos e grandes segredos de seus moradores, as incurses de Sam e Billy pelo bosque que circunda a cidade, os passeios de bicicleta, a casa na rvore, a descoberta do primeiro amor, o enfrentamento do medo e da angstia de crescer e conquistar seu lugar no mundo. Como pano de fundo, acompanhamos os misteriosos desaparecimentos de pessoas e sua ligao com a rica famlia de Miranda, que retorna cidade depois de uma prolongada ausncia. Federico Axat confere ao texto um forte clima de nostalgia. Com elegncia e delicadeza, vai levantando todos os vus de seus personagens at o surpreendente final, quando encaixa a pea que dar um novo sentido vida de Sam.
O pomar das almas perdidas
Nadifa Mohamed
14 x 21 cm
296
Hargeisa, segunda maior cidade da Somlia, 1987. A ditadura militar que est no poder faz demonstraes de fora, mas o vento que sopra do deserto traz os rumores de uma revoluo, e em breve, pelos olhos de trs mulheres, vamos assistir ao mergulho do pas em uma sangrenta guerra civil. Aos 9 anos, atrada pela promessa de ganhar seu primeiro par de sapatos, a menina Deqo deixa o campo de refugiados onde nascera. Em circunstncias dramticas, conhece Kawsar, uma viva que logo em seguida presa e espancada por Filsan, uma jovem soldado que deixara a capital para reprimir a rebelio que crescia no norte.
Muito j se escreveu sobre a Somlia e a guerra civil que assola o pas desde os anos 1980, mas pouco se sabe sobre seu povo. Em seu segundo romance, a escritora britnica de origem somali Nadifa Mohamed se encarrega de trazer luz a vida, a lngua e a cultura dessa gente. Ambientado na cidade de Hargeisa s vsperas do conflito que engoliu o pas, O pomar das almas perdidas conta a histria de violncias e perdas de trs mulheres de geraes distintas. Deqo, Kawsar e Filsan se encontram pela primeira vez em um estdio, na festa de aniversrio da revoluo que colocara no poder uma ditadura militar. Aos 9 anos, Deqo, que s conhecia a existncia no campo de refugiados onde nascera, far uma apresentao de dana e por ela receber um desejado par de sapatos. Mas ela erra a coreografia e recebe uma punio. Das arquibancadas, a viva Kawsar, em seu eterno luto pela morte da filha adolescente, v a agresso e decide intervir. presa por Filsan, uma jovem soldado ambiciosa que em breve aprender uma lio dura sobre si mesma e o mundo dos homens. Os eventos que se desenrolam do momento da priso de Kawsar at a volta de Filsan delegacia so dramticos e determinantes do que vir a seguir. O livro acompanha ento a vida de cada uma das mulheres. Deqo se perde pelas ruas da cidade, perambulando pelas bancas do mercado at encontrar refgio na casa de prostitutas. Machucada, impossibilitada de se mover, Kawsar volta para seu bangal e passa a viver com a ajuda de uma jovem. Filsan retorna ao quartel e ao seu trabalho de patrulha. Nesse momento, a narrativa cresce e ganha uma qualidade potica admirvel, para a qual muito contribui a musicalidade das palavras somalis sussurradas aqui e ali. Aos poucos, a revoluo cresce e o conflito armado se instala de vez, obrigando a populao a deixar sua casa. Em meio aos escombros, aos cadveres, areia do deserto e s suas prprias perdas, Deqo, Filsan e Kawsar voltam a se encontrar para viver o seu destino final e comum, num trabalho magistral de construo de enredo que ajuda a explicar por que a revista Granta elegeu Nadifa Mohamed uma das melhores jovens escritoras britnicas de 2013. Mohamed criou una obra intrinsicamente feminina, que d voz s mulheres somalis sem polmicas de gnero, apenas com uma escrita vigorosa e cheia de nuances. Em um lugar desprovido de homens, a autora trata suas personagens com sensibilidade e reverncia.
Partir
Paula Parisot
16 x 23
280
Se o homem no pode decidir onde nascer, deve ento escolher onde morrer. Em Partir, um homem cujo nome e idade no conhecemos escolhe o seu destino: o Alasca. Ele no tem ocupao fixa, nunca se casou e no teve filhos. Um dia decide que hora de partir. Consegue emprestado o carro de um amigo, com o qual deixa Jack Kerouac, seu marreco de estimao e nica companhia, aluga o quarto e sala em que vive, no Rio de Janeiro, e pe o p na estrada. Errtico, toma o rumo do sul, seguindo primeiro para o Uruguai e a Argentina, depois Chile, Bolvia, Peru, Equador e Colmbia, de onde atravessaria para o Panam para seguir viagem at a imensido branca do Alasca. Ao esticar o caminho, estaria ele tentando alongar o prazer da viagem ou evitar a frustrao de, no fim, no conseguir encontrar aquilo que procurava? Enquanto viaja, o heri-narrador fala de comida, de alegria, de sofrimento e de a
Contado em primeira pessoa, Partir acompanha a trajetria do narrador, um homem sem amarras que preza pela liberdade individual e sai em viagem pela Amrica Latina com o objetivo final de chegar ao Alasca. No caminho, conhece figuras inusitadas, enquanto faz digresses e reflete sobre sua vida. Escrito ao longo de trs anos, este o terceiro livro publicado por Paula Parisot, que lanou pela Companhia das Letras A dama da solido, coletnea de contos finalista do Prmio Jabuti, e pela editora Leya o romance Gonzos e parafusos, para o qual criou uma performance.
Raymundo Curupyra, o caypora
Glauco Mattoso
14 x 21 cm
256
Raymundo um sujeito extremamente azarado, assombrado pela urucubaca, por isso vive se metendo nas piores encrencas imaginveis, como ser sequestrado, torturado e ingressar na poltica. Sempre ao seu lado, tentando diminuir o fardo, est seu amigo Craque, que usa um certo poeta cego como escravo sexual.
Trata-se de uma obra nica no gnero. Um romance contado (ou cantado) em duzentos sonetos herico-decasslabos, a histria tem lugar numa So Paulo contempornea e decadente, onde se desenrolam a ascenso e o fracasso de dois amigos inseparveis, Raymundo e o apelidado Craque. Raymundo um sujeito extremamente azarado, assombrado pela urucubaca, por isso vive se metendo nas piores encrencas imaginveis, como ser sequestrado e torturado. Sempre ao seu lado, tentando diminuir o fardo, est seu amigo Craque, que usa um certo poeta cego como escravo sexual. Entre aventuras e desventuras ambos acabam em um conflito violento na Cracolndia, antecipando pela arte as intervenes policiais naquela regio em 2012. Curiosidades sobre a obra: - Orelha assinada pelo escritor Marcelino Freire; - Posfcio do professor Joo Adolfo Hansen; - O livro preserva a ortografia vigente antes do Acordo Ortogrfico de 1943 como uma forma particular de protesto do autor que, desde 2009, vem adotando tal formato por entender os acordos ortogrficos como deliberaes autoritrias e arbitrrias promulgadas pelo Estado.
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