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MÍDIA SOCIAL
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24 de Outubro de 2017. Bem-vindo!
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Arco de virar ru
Antonio Cestaro
14 cm x 21 cm
152
Narrativa labirntica escrita em primeira pessoa, Arco de virar ru descreve os eventos que marcam a deteriorao fsica e mental do narrador-protagonista. Historiador social com forte inclinao para o estudo antropolgico, ele obcecado pelos rituais e pelos costumes dos ndios tupinambs. A histria comea com o surgimento dos primeiros sintomas de esquizofrenia em seu irmo, nos anos 1970, segue pela adolescncia, quando, inspirado em rituais indgenas, o narrador passa a se dedicar ocultao de cadveres, e termina com a dolorosa percepo da prpria loucura. Digresses delirantes misturam-se a fragmentos de memria e a pesadelos que, aos poucos, colocam em dvida a prpria existncia.
As altas montanhas de Portugal
Yann Martel
14 x 21 cm
312
Mais de quinze anos depois do lanamento de As aventuras de Pi, Yann Martel retoma sua linguagem que mistura humor e tragdia e seu inegvel talento em conectar a narrao de histria com a f para nos levar em uma nova jornada. As altas montanhas de Portugal apresenta trs histrias, separadas por dcadas no tempo, conectadas pela dor do luto de seus personagens, em uma metfora que ilustra a trajetria de uma vida humana e sua constante busca por um sentido para a existncia.
Trs jornadas, trs coraes partidos e uma pergunta: o que uma vida sem histrias? As altas montanhas de Portugal composto por trs novelas que parecem independentes, mas que se revelam interligadas de maneira surpreendente. A primeira, entitulada “Sem lar”, se passa em Lisboa, em 1904, e conta a histria de Toms, o jovem assistente do curador do Museu Nacional de Arte Antiga, que est aprendendo a viver sombra de imensa tragdia familiar. Para conseguir lidar com o luto da perda de sua mulher, seu filho e seu pai, Toms se dedica a estudar com afinco o dirio de Padre Ulisses, que viveu no sculo XVII. Nele descobre a existncia de relquia, um crucifixo esculpido pelo padre que revela algo que pode abalar a Igreja catlica, objeto teoricamente escondido na regio das Altas Montanhas de Portugal. Toms ento pede ajuda ao afortunado tio, que lhe empresta um carro, veculo incomum naquela poca, para se lanar na aventura de atravessar o pas em busca do crucifixo – e tambm de um novo sentido para sua vida. A segunda parte do romance, “Para casa”, se passa na cidade portuguesa de Bragana, tambm localizada nas Altas Montanhas, e se concentra em Eusbio Lozora, mdico patologista que faz planto no hospital da cidade na passagem do ano de 1938 para 1939. Por volta da meia-noite ele recebe inesperadamente a visita da mulher, Maria, uma teloga diletante que, como o marido, tambm f da escritora Agatha Christie. Ela o presenteia com o novo livro da autora e vai embora. Logo em seguida, outra mulher, tambm chamada Maria, mas idosa, aparentando ter por volta de 80 anos, aparece inesperadamente no laboratrio carregando uma mala. Ela lhe conta sobre sua vida com o marido, Rafael, e sobre o luto que o casal viveu com a morte de seu nico filho, quando o menino tinha 5 anos. E faz um pedido inusitado a Eusbio: retira o corpo de Rafael da mala e pede que o patologista faa uma autpsia para descobrir o que mais marcou a vida do marido – para descobrir qual foi a causa de sua vida. Na terceira parte, “Em casa”, que se passa na dcada de 1980, o personagem central o senador canadense Peter Tovy. Aps a morte da mulher e a ruptura com o filho, Peter sente necessidade de mudar de vida. Em uma viagem oficial aos Estados Unidos, Peter visita um centro de estudos de primatas e se encanta com um tranquilo chimpanz, Odo. Peter decide compr-lo e viver com o animal, na aldeia portuguesa em que nasceu, a vida simples que sempre desejou.
As Invernas
Cristina Snchez-Andrade
14 x 21cm
280
Dolores e Saladina, irms apelidadas “As Invernas”, voltam sua aldeia galega depois de um penoso exlio na Inglaterra, trazendo consigo lembranas que todos ali queriam esquecer. Uma linda, outra feia e desdentada, vivem uma relao tpica de irms. De seu cotidiano comum, entremeado de flashbacks, vai se descobrindo os segredos macabros e grotescos que permeiam Tierra de Ch. do paradoxo do estranho e cotidiano, do cmico e dramtico e do terno e perverso que se descobre a riqueza deste romance, seguindo pegadas de narradores cuja obra nunca acabamos de decifrar, porque, ao revelar um sentido, abre outros, e sobretudo abre a vida, sempre vertiginosa e desproporcionada.
As irms Saladina e Dolores so enviadas pelo av (dom Reinaldo) para fora do pas quando ele se v perseguido pelas foras nacionalistas (do general Franco) no incio da Guerra Civil Espanhola (1936). Espcie de sbio da aldeia, pode-se dizer que era comunista. Interessado em cincia, comprou o crebro de todos os habitantes da aldeia para estud-los depois da morte deles. Para isso fez um contrato e pagou todo mundo. Como era tido por bolchevique, estava no radar das autoridades. Com a escassez de alimentos provocada pelo conflito, dom Reinaldo resolveu organizar a partilha dos vveres (tirando principalmente do padre e dando aos outros) e o plantio da terra. O padre, que era um gluto, comeou a ficar nervoso com aquilo. Com o avano da guerra, a aldeia era cada vez mais controlada pelas tropas nacionalistas. Dom Reinaldo se esconde. Enquanto isso, as irms, achando que iam para Cuba, acabaram na Inglaterra. L fizeram a sua vida. Voltaram anos depois para a Espanha e foram morar na cidade de La Corua. Mais tarde Dolores se casa com Toms, um pescador de polvos e fanecas da cidade de Santa Eugenia de Ribeira. Dolores era linda. Saladina era feia e desdentada. A relao entre as duas aquela tpica das irms: amor, inveja, raiva, mais amor. Saladina nunca teve um namorado. As duas adoravam o cinema e sonhavam em ser atrizes, embora fossem costureiras. Mas Dolores se casou com um bronco. Um dia, cansada daquela vida, fez as malas e disse que ia visitar a irm. O marido disse que se ela no voltasse em um ms iria busc-la. Junto com Saladina, Dolores acaba matando o marido. As duas decidem ento voltar aldeia natal carregando o defunto e o enterram no estbulo da velha casa da famlia. Junto com elas veio tambm a vaca Greta. A chegada das duas cidade traz de volta lembranas que todos ali queriam esquecer. A escritora tem um tom pessoal inconfundvel: a obra apresenta a mescla entre a tradio oral galega – as histrias contadas ao p do fogo – e a fluida construo dos diferentes crculos narrativos. Estes vo se misturando docemente e envolvendo o leitor at que ele se torne prximo das figuras criadas. tambm da difcil simbiose do potico e do narrativo que resulta o tom final da obra, sempre o mais difcil de enquadrar em uma fria definio, e por sua vez o mais definidor de um escritor de raa – e Cristina Snchez-Andrade o . Trata-se de uma histria que engloba o cmico e o dramtico, o estranho e o cotidiano, o terno e o perverso. Nesses paradoxos se descobre a indiscutvel riqueza do romance que se singulariza na combinao prodigiosa e equilibrada de nveis to variados. Nesse sentido, a escritora segue as pegadas desses narradores cuja obra nunca acabamos de decifrar, porque, ao revelar um sentido, abrem outros, e sobretudo abrem a vida, sempre vertiginosa e desproporcionada.
As trs balas de Boris Bardin
Milo J. Krmpotic
14 x 21 cm
128
Lanado na Espanha em 2010, As trs balas de Boris Bardin uma histria de ao, recheada de violncia e humor cido, principalmente quando o assunto o cenrio, a Argentina dos anos 1980. O enredo, centrado no roubo de um carro-forte, colocado em cheque o tempo todo pela diviso do texto entre dois narradores. A partir dessa quebra de perspectiva, a obra se torna uma divertida pardia dos thrillers e dos romances policiais clssicos.
Na Argentina dos anos 1980, Boris Bardin e seus dois irmos, tentam sobreviver pssima situao financeira. Como se no fosse suficiente, Boris, o mais velho, s pensa em se vingar de quem lhe deu trs tiros e o deixou invlido. Completamente alheio crise dos trs irmos, um investigador chega da capital para averiguar o roubo de um carro forte. As duas histrias so contadas paralelamente, por narradores diferentes, e se cruzam aos poucos at culminar em um final de tirar o flego.
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