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01 de Abril de 2015. Bem-vindo!
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Desterro
Luis S. Krausz
12,2x18cm
164
  Há quem diga que São Paulo é a cidade de todos os povos. Mas poucas vezes o grande público tem acesso ao que esses povos pensam sobre São Paulo – ou sobre o que significa, ao mesmo tempo, viver no Brasil e pertencer a uma cultura muito diferente. Conhecer essa convivência que nem sempre é descontraída – embora não necessariamente conflituosa – é o que nos oferece esse belo e delicado relato memorialístico de Luis S. Krausz. O autor, educado num ambiente fortemente marcado pelo respeito à tradição judaica e à cultura de língua alemã, é neto de imigrantes judeus do antigo Império Austro-Húngaro, que se desintegrou com a Primeira Guerra Mundial. Seu livro é um percurso saudoso desses tempos de glória, aos quais seus avós se apegam com quase desespero. Nascido e criado em São Paulo, Krausz se vê herdando a saudade de tempos e lugares que nunca viveu, ao mesmo tempo que se defronta com a realidade brasileira contemporânea, alheia às ruínas de memória que carrega consigo, num diálogo angustiado, que trai, quando não explicita, a perpetuação desse desterro a pairar sobre sua história como condenação bíblica. Seu estilo, como requer o decoro confessional, está eivado de descrições de paisagens, emoções, sensações, detalhes e caracterizações de personagens – alguns muito impressionantes, como o avô obcecado com a coleção de relógios em preciso ordenamento, sacralizados numa inacessível sala-santuário, como se guardassem os mistérios da Revelação, ou o amigo refugiado em seu Walhala, aguardando a neve em Campos do Jordão ao som de Wagner. Há parágrafos longos, profundamente reflexivos, às vezes constituídos de uma única frase – como é o caso da que abre o livro – e enunciados agudos, constatações sobre a natureza humana em sentenças lapidares, condensação de personalidades em gestos sutis que só um olhar muito arguto poderia captar.  
Diários, poesias, cartas
Hannah Senesh
16x23cm
400
  Menina da classe média de Budapeste, Hungria, Hannah Senesh pertencia a uma família intelectualizada (o pai era jornalista e dramaturgo) de judeus cientes de suas origens, mas indiferentes à causa da construção do Estado de Israel. Já na adolescência, porém, Hannah engaja-se no movimento sionista e, em 1939, aos dezoito anos, acaba por emigrar para o então Mandato Britânico da Palestina, território herdeiro do antigo Israel bíblico, onde ela estuda numa escola agrícola e trabalha em kibutz. Com o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a jovem alista-se no Exército inglês, pelo qual é treinada como paraquedista, junto com outras 36 pessoas, a fim de salvar judeus húngaros da deportação para Auschwitz. Em março de 1944, ela e dois colegas, Yoel Palgi e Peretz Goldstein, saltam sobre a Iugoslávia e se juntam a um grupo de partisans. Ao aterrissarem, descobrem que os alemães haviam ocupado a Hungria. Os homens que a acompanham decidem cancelar a missão. Hannah, porém, continua, chegando até à fronteira húngara. Lá, é presa por policiais húngaros, que encontram o transmissor do Exército britânico, usado por ela para se comunicar com os partisans e o Special Operations Executive (SOE) inglês. Enviada para a prisão, é despida, amarrada a uma cadeira e, em seguida, chicoteada e espancada por três dias. Os guardas queriam saber o código de seu transmissor para encontrar outros paraquedistas. No entanto, Hannah nega-se a fornecer a informação, mesmo quando trazem sua mãe à cela e ameaçam torturá-la também. Acusada de traição, foi julgada e condenada à morte por fuzilamento, que aconteceu no dia 7 de novembro de 1944, aos 23 anos.  Até essa data, como fazia desde a adolescência, manteve o hábito de escrever um diário. São exatamente os diários que acumulou ao longo da vida, e mais poemas e cartas, que o selo TORDESILHAS disponibiliza ao público brasileiro, em primeira edição comercial no Brasil. Em tradução do hebraico, inglês e espanhol, com acesso privilegiado às fontes, a tradutora Frida Milgrom reuniu também fotos do álbum pessoal da heroína, além do depoimento da mãe de Hannah, Katarina Senesh. O posfácio é de Ignácio de Loyola Brandão. O livro permite conhecer as lembranças de infância e juventude, os relatos da guerra, as opiniões pessoais e políticas, a sensibilidade e os referenciais dessa jovem que viveu intensamente um dos períodos mais densos e terríveis da história da humanidade.  
Fragmentos
Marilyn Monroe
19x25cm
272
  Pouca gente sabe, mas a atriz norte-americana Marilyn Monroe, símbolo universal de beleza e sensualidade, era uma leitora ávida: consumia de tudo, inclusive alta literatura (o que inclui Gustave Flaubert, Samuel Beckett, Joseph Conrad, Ernest Hemingway, Albert Camus e James Joyce). E, como qualquer pessoa que convive com os livros, acabou por escrever seus versos, além de deixar diários e incontáveis cartas. É exatamente esse precioso material, desconhecido do grande público até 2010, que virou um belo livro nos Estados Unidos e na Europa, com retumbante sucesso, agora lançado no Brasil pelo selo Tordesilhas. Amiga e discípula de Lee Strasberg (1901-1982) – diretor do famoso Actors Studio e espécie de pai espiritual da atriz –, Marilyn legou a ele 75% de seus bens (inclusive o licenciamento do uso de sua imagem), entre os quais esses manuscritos agora reunidos em livro. O volume contém páginas de confissões pessoais (anotadas em folhas ou em diários), vários poemas ou versos esparsos e muitas cartas. A edição reproduz (em quatro cores) os documentos originais, a transcrição (em inglês) e a tradução para o português. É como se o leitor tivesse uma cópia fiel dos escritos íntimos da grande deusa do cinema, com o privilégio de manuseá-los à vontade e poder sondar calmamente a intimidade da Vênus de Hollywood. Como diz Ruy Castro no texto de contracapa, “Este livro revela uma nova e surpreendente Marilyn – tão sedutora e irresistível quanto a Marilyn carnal pela qual nos apaixonamos no cinema”. Fragmentos – Poemas, anotações íntimas, cartas, organizado pelo francês Bernard Comment e pelo norte-americano Stanley Buchtal, é prefaciado pelo italiano Antonio Tabucchi e fartamente ilustrado com fotografias da atriz – sozinha, entre livros ou com amigos e maridos. Ao final, traz detalhada cronologia da vida de Marilyn, além da reprodução das capas originais dos livros de sua biblioteca. Um dos últimos textos é o “Elogio fúnebre”, assinado por Strasberg em 9 de agosto de 1962. Esta data é um detalhe importante: em 2012 comemoram-se os cinquenta anos de falecimento deste que foi certamente o maior mito do cinema.  
Rascunhos de uma vida
Saint-Exupéry
23 x 29
328
Tomando como ponto de partida quase 500 documentos de Antoine de Saint-Exupéry, entre cartas, dedicatórias de livros, rascunhos, esboços e bilhetes, a obra traça um mapa do processo criativo do autor. Dispersos em coleções particulares e em acervos de institutos culturais, os documentos em questão foram reunidos pela primeira vez pela editora francesa Gallimard com o intuito de reproduzi-los em livro. Sem o rigor e a autocrítica dos textos escritos para publicação, Saint-Exupéry se expõe com intimidade e desembaraço, mesmo em passagens carregadas por lirismo ou angústia.
ATENDIMENTO
Rua: Hildebrando T. de Carvalho, 60,
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