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02 de Abril de 2015. Bem-vindo!
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27
Kim Frank
16x23cm
216
  A “maldição dos 27” fez mais uma vítima, recentemente: Amy Winehouse. A lista dos cantores que morrem nesta idade é pontilhada por celebridades: Brian Jones, fundador dos Rolling Stones, o guitarrista Jimi Hendrix, a cantora Janis Joplin, o vocalista do The Doors, Jim Morrison, e Kurt Cobain, líder do Nirvana. André Barcinski, da Folha de S. Paulo, vai mais longe: “Se ampliarmos a lista para a faixa de 25 a 29 anos, podemos incluir ainda Tim Buckley, Gram Parsons, Danny Whitten (Crazy Horse), Tommy Bolin (Deep Purple), James Honeyman-Scott (Pretenders), Hillel Slovak (Chili Peppers), Frankie Lymon (The Teenagers), Shannon Hoon (Blind Melon), Bradley Nowell (Sublime) e muitos outros”. A macabra coincidência inspirou o jovem escritor alemão Kim Frank a escrever 27, romance sobre Mika – que, às vésperas de completar dezenove anos, e pouco depois de perder o único amigo fulminado por uma overdose de ecstasy, é descoberto como letrista e vocalista de uma nova banda, a “Fears”. Solitário e hipocondríaco, com a mãe sempre ausente e o pai sequer conhecido, além de ter convivido na infância com a lenta agonia de um tio vítima da AIDS, Mika é rapidamente transformado em celebridade. Um impacto e tanto na vida de alguém obcecado com a certeza de que morrerá aos 27 anos, como tantos rockstars que povoam a coleção de vinis e biografias legada pelo tio. O sucesso de Mika e da Fears, ao longo dos anos, é proporcional à intensidade com que o cantor se envolve com (muitas) drogas, bebidas e escândalos amorosos, afastando-se cada vez mais de seus parceiros de banda. Até que o aniversário de 27 anos mergulha o cantor no mais absoluto e depressivo isolamento, à espera da morte. Lançado na Alemanha em maio de 2011, 27 parte de uma premissa curiosa para tratar ficcionalmente dos bastidores do mundo real da música pop e da indústria fonográfica, do fascinante – e terrível – universo das celebridades e das angústias de nosso tempo.  
A fome
Rodolfo Teófilo
14 x 21 cm
380
Um clássico do naturalismo brasileiro, publicado originalmente em 1890, é agora retomado pelo selo Tordesilhas mais de 30 anos após sua última edição (José Olympio, 1979). Valendo-se da ideologia cientificista da época, a narrativa descreve as angústias da mais longa seca nordestina de que se tem notícia, a de 1877-79, responsável pelo desaparecimento de 4% da população da região, particularmente do Ceará (a então província mais atingida), e pela miséria de milhares de outras pessoas. O romance acompanha a vida de retirantes reduzidos a condições animalescas, chegando ao extremo da autofagia para aplacar a fome. Considerado, por um lado, a pedra fundamental para a geração regionalista dos anos 1930, principalmente para Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos e José Lins do Rego, por outro lado, o romance foi revestido pela faceta de “maldito”, especialmente por levar a técnica naturalista ao extremo em descrições cruas e detalhadas de miséria e degradação humana. Em resposta aos detratores, o autor costumava apontar matérias de jornais que o teriam inspirado a criar as violentas cenas de sua obra. Ao lado do livro homônimo do norueguês (e Nobel) Knut Hamsun, publicado no mesmo ano, A fome de Rodolfo Teófilo é apontado pelos registros da literatura universal como primeiro romance a tematizar o assunto que lhe dá título. O volume foi organizado por Waldemar Rodrigues Pereira Filho, doutorando em teoria literária na Unicamp e estudioso do romance, e posfaciado por Lira Neto, autor da única biografia do romancista cearense. A presente edição traz ainda detalhada cronologia e bibliografia de e sobre Rodolfo Teófilo.  
A pianista
Elfriede Jelinek
14 x 21 cm
336
A pianista é um romance construído a partir da força do choque. O esplendor estético da melhor música se bate com a progressiva tortura que as personagens instalam em si mesmas e umas contra as outras. A dor que esse tipo de relação destrutiva gera logo se une ao prazer estético para mostrar o lado obscuro da arte: obsessão, irracionalidade, cobrança e medo do fracasso. A própria linguagem é carregada de choque. Luminosa e cheia de viço, o que ela cria porém é um mundo repressivo e violento. O leitor percebe o paradoxo que acompanha a arte moderna: apesar da técnica apurada da autora, o resultado final é cheio de angústia e dúvida para tudo que diz respeito à condição humana. A professora de piano, assim, carrega no seu íntimo uma espécie de dor universal: a arte que ela ensina é capaz de atingir qualquer pessoa. Os Concertos de Brandenburgo, uma das preferências dela, por exemplo, ultrapassam as amarras culturais para atravessar povos e épocas. Como eles aparecem ao lado de um sofrimento também intrínseco, a dúvida que atravessa cada uma das páginas assusta: estaríamos condenados, mesmo no que temos de mais grandioso, à dor? O romance não irá responder à pergunta, mas mostrar seus vários lados. Se, de fato, uma das funções mais sofisticadas da arte for a de mergulhar nos cantos mais profundos do ser humano, todo o aplauso que a obra-prima de Elfriede Jelinek recebeu e continua recebendo é mais do que justificado. Como acredito que a arte deva iluminar a consciência, também bato palmas para A pianista.   RICARDO LÍSIAS Autor de Anna O. e outras novelas, Duas praças e O livro dos mandarins  
As três balas de Boris Bardin
Milo J. Krmpotic
14 x 21 cm
128
Na Argentina dos anos 1980, Boris Bardin e seus dois irmãos, tentam sobreviver à péssima situação financeira. Como se não fosse suficiente, Boris, o mais velho, só pensa em se vingar de quem lhe deu três tiros e o deixou inválido. Completamente alheio à crise dos três irmãos, um investigador chega da capital para averiguar o roubo de um carro forte. As duas histórias são contadas paralelamente, por narradores diferentes, e se cruzam aos poucos até culminar em um final de tirar o fôlego.    
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