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26 de Junho de 2016. Bem-vindo!
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27
Kim Frank
16x23cm
216
Lanado na Alemanha em maio de 2011, 27 parte de uma premissa curiosa para tratar ficcionalmente dos bastidores do mundo real da msica pop e da indstria fonogrfica, do fascinante – e terrvel – universo das celebridades e das angstias de nosso tempo.
A “maldio dos 27” fez mais uma vtima, recentemente: Amy Winehouse. A lista dos cantores que morrem nesta idade pontilhada por celebridades: Brian Jones, fundador dos Rolling Stones, o guitarrista Jimi Hendrix, a cantora Janis Joplin, o vocalista do The Doors, Jim Morrison, e Kurt Cobain, lder do Nirvana. Andr Barcinski, da Folha de S. Paulo, vai mais longe: “Se ampliarmos a lista para a faixa de 25 a 29 anos, podemos incluir ainda Tim Buckley, Gram Parsons, Danny Whitten (Crazy Horse), Tommy Bolin (Deep Purple), James Honeyman-Scott (Pretenders), Hillel Slovak (Chili Peppers), Frankie Lymon (The Teenagers), Shannon Hoon (Blind Melon), Bradley Nowell (Sublime) e muitos outros”. A macabra coincidncia inspirou o jovem escritor alemo Kim Frank a escrever 27, romance sobre Mika – que, s vsperas de completar dezenove anos, e pouco depois de perder o nico amigo fulminado por uma overdose de ecstasy, descoberto como letrista e vocalista de uma nova banda, a “Fears”. Solitrio e hipocondraco, com a me sempre ausente e o pai sequer conhecido, alm de ter convivido na infncia com a lenta agonia de um tio vtima da AIDS, Mika rapidamente transformado em celebridade. Um impacto e tanto na vida de algum obcecado com a certeza de que morrer aos 27 anos, como tantos rockstars que povoam a coleo de vinis e biografias legada pelo tio. O sucesso de Mika e da Fears, ao longo dos anos, proporcional intensidade com que o cantor se envolve com (muitas) drogas, bebidas e escndalos amorosos, afastando-se cada vez mais de seus parceiros de banda. At que o aniversrio de 27 anos mergulha o cantor no mais absoluto e depressivo isolamento, espera da morte. Lanado na Alemanha em maio de 2011, 27 parte de uma premissa curiosa para tratar ficcionalmente dos bastidores do mundo real da msica pop e da indstria fonogrfica, do fascinante – e terrvel – universo das celebridades e das angstias de nosso tempo.
A definio do amor
Jorge Reis-S
14 x 21 cm
256
Numa pequena cidade portuguesa, Susana sofre um AVC. Os mdicos decretam sua morte cerebral ao mesmo tempo que anunciam sua gravidez de doze semanas – causa provvel do acidente vascular. Francisco, o marido, comea ento o dirio do seu luto, que vai de maio a outubro, porque decidem no interromper a gestao. Francisco falar ento do que viver a morte anunciada, com todas as circunstncias que o levaram at ali e que diariamente tem de enfrentar. Entre cada um dos meses, uma vspera se anuncia. Cada uma delas composta por uma carta, cujo conjunto percorre trinta anos da vida de pessoas ligadas intimamente ao casal e vai explicar muito do que agora se passa.
Jovem autor e editor, considerado uma das figuras de destaque na nova gerao de escritores portugueses, pea-chave no recm-aquecido interesse de Portugal pela literatura brasileira, Jorge Reis-S j viveu vrias vidas antes mesmo de completar 40 anos: a do editor idealista que comea um negcio na casa da av, na pequena cidade onde nasceu; a do poeta que escreve “na torrente da memria”; a do jornalista que vai atrs do Papa Francisco na Terra Santa; a do editor daquela que ser provavelmente a mais importante antologia da literatura brasileira publicada em Portugal, lanada no ano passado pela Editora Glaciar em parceria com a Academia Brasileira de Letras. Em A definio do amor, Reis-S retorna ao romance, revisitando o universo de trabalhos anteriores. Um mundo em quese pode tocar os mortos, porque afinal no h mistrio, e preciso continuar, preparar a vida seguinte. Numa pequena cidade portuguesa, Susana sofre um AVC. Os mdicos atestam sua morte cerebral ao mesmo tempo que anunciam sua gravidez de doze semanas – gravidez que o marido desconhecia e causa provvel do acidente vascular. Francisco, o marido, comea ento o dirio do seu luto, que vai de maio a outubro, porque decidem no interromper a gestao. Enquanto Matilde cresce no ventre da me inerte, Francisco recorda os anos (poucos) de casado; a chegada do primeiro filho, Andr, apenas 10 meses antes; a infncia. Recorda os pequenos e os grandes gestos que fizeram seu casamento e a sua existncia. E tenta imaginar como ser a vida depois da morte. Entre cada um dos meses desse dirio uma vspera se anuncia,cada uma delas composta por uma carta, cujo conjunto percorre mais de trinta anos da vida de pessoas ligadas intimamente ao casal e vai explicar muito do que agora se passa: o suplcio de Beatriz, tia de Susana, que troca o filho que trazia no ventre pelo casamento na Igreja com um homem que ao final a matar; o tormento de Paulo, o marido assassino e apaixonado que viveu tambm um amor proibido com a tia Conceio; o irmo desta, Joaquim, padre e pedfilo que d cabo da prpria vida. “Que culpa temos ns do amor que sentimos?” pergunta-se Rita a certa altura, ela mesma apaixonada pela amiga Susana. Numa linguagem suscinta, numa prosa por vezes indistinta da poesia tal a sua carga lrica, Jorge Reis-S faz uma viagem lcida e resignada ao interior de um homem que, de certa maneira, despede-se de si mesmo. No poderia ser mais apropriada, portanto, a epgrafe que encerra o livro:“Vou para casa esquecer que parti”.
A fome
Rodolfo Tefilo
14 x 21 cm
380
H dcadas fora de catlogo, originalmente publicado em 1890, um dos primeiros romances do mundo a ter a fome como protagonista. Ambientado na grande seca cearense de 1877-1879, tambm precursor da literatura regionalista brasileira. Posfcio de Lira Neto (autor de Padre Ccero – Poder, f e guerra no serto).
Um clssico do naturalismo brasileiro, publicado originalmente em 1890, agora retomado pelo selo Tordesilhas mais de 30 anos aps sua ltima edio (Jos Olympio, 1979). Valendo-se da ideologia cientificista da poca, a narrativa descreve as angstias da mais longa seca nordestina de que se tem notcia, a de 1877-79, responsvel pelo desaparecimento de 4% da populao da regio, particularmente do Cear (a ento provncia mais atingida), e pela misria de milhares de outras pessoas. O romance acompanha a vida de retirantes reduzidos a condies animalescas, chegando ao extremo da autofagia para aplacar a fome. Considerado, por um lado, a pedra fundamental para a gerao regionalista dos anos 1930, principalmente para Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos e Jos Lins do Rego, por outro lado, o romance foi revestido pela faceta de “maldito”, especialmente por levar a tcnica naturalista ao extremo em descries cruas e detalhadas de misria e degradao humana. Em resposta aos detratores, o autor costumava apontar matrias de jornais que o teriam inspirado a criar as violentas cenas de sua obra. Ao lado do livro homnimo do noruegus (e Nobel) Knut Hamsun, publicado no mesmo ano, A fome de Rodolfo Tefilo apontado pelos registros da literatura universal como primeiro romance a tematizar o assunto que lhe d ttulo. O volume foi organizado por Waldemar Rodrigues Pereira Filho, doutorando em teoria literria na Unicamp e estudioso do romance, e posfaciado por Lira Neto, autor da nica biografia do romancista cearense. A presente edio traz ainda detalhada cronologia e bibliografia de e sobre Rodolfo Tefilo.
A pianista
Elfriede Jelinek
14 x 21 cm
336
Romance que deu origem ao filme A professora de piano (Grande Prmio de Cannes 2001), narra a perturbadora histria de uma pianista fracassada, tiranizada pela me e obcecada com o prprio fracasso. Primeiro livro da autora no Brasil. Traduo de Luis S. Krausz, diretamente do alemo.
A pianista um romance construdo a partir da fora do choque. O esplendor esttico da melhor msica se bate com a progressiva tortura que as personagens instalam em si mesmas e umas contra as outras. A dor que esse tipo de relao destrutiva gera logo se une ao prazer esttico para mostrar o lado obscuro da arte: obsesso, irracionalidade, cobrana e medo do fracasso. A prpria linguagem carregada de choque. Luminosa e cheia de vio, o que ela cria porm um mundo repressivo e violento. O leitor percebe o paradoxo que acompanha a arte moderna: apesar da tcnica apurada da autora, o resultado final cheio de angstia e dvida para tudo que diz respeito condio humana. A professora de piano, assim, carrega no seu ntimo uma espcie de dor universal: a arte que ela ensina capaz de atingir qualquer pessoa. Os Concertos de Brandenburgo, uma das preferncias dela, por exemplo, ultrapassam as amarras culturais para atravessar povos e pocas. Como eles aparecem ao lado de um sofrimento tambm intrnseco, a dvida que atravessa cada uma das pginas assusta: estaramos condenados, mesmo no que temos de mais grandioso, dor? O romance no ir responder pergunta, mas mostrar seus vrios lados. Se, de fato, uma das funes mais sofisticadas da arte for a de mergulhar nos cantos mais profundos do ser humano, todo o aplauso que a obra-prima de Elfriede Jelinek recebeu e continua recebendo mais do que justificado. Como acredito que a arte deva iluminar a conscincia, tambm bato palmas para A pianista. RICARDO LSIAS Autor de Anna O. e outras novelas, Duas praas e O livro dos mandarins
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